O BTG concluiu os trâmites para assumir a gestão do Nubank Parque. O banco negociava com a WTorre havia meses e assinou um pré-contrato que o torna sócio majoritário da operação da arena. A construtora permanece com uma fatia relevante e mantém direitos em temas estratégicos, mas as decisões sobre os próximos passos do estádio passam a ser do banco.
Para o Palmeiras, a mudança não altera, em princípio, nada do que foi acordado. A escritura de superfície para exploração comercial, com validade até 2044, segue em vigor, assim como os percentuais de receita e os gatilhos que elevam essas fatias com o passar dos anos. O clube ainda não teve contato direto com o BTG.
A expectativa é de que as pessoas hoje envolvidas na operação permaneçam nos cargos. Marcelo Frazão, CEO do Nubank Parque, segue na função por ora. Contratos já firmados com produtoras e shows marcados continuam válidos, mas o calendário e os ajustes de novos eventos passam a ser tratados pelo banco. O acordo está sob análise do Cade.
A aproximação do BTG com o estádio começou em 2024, quando a instituição comprou dívidas que a WTorre tinha com o Banco do Brasil, entre elas a do financiamento da construção da arena. Desde então, as partes discutiam a possibilidade de o banco assumir a operação.
O estádio já havia passado por outra mudança no ano: após 12 anos, a Allianz deixou o naming rights e o Nubank entrou, em acordo que, segundo especulações, gira em torno de 10 milhões de dólares por ano. O Palmeiras fica atualmente com 30% das receitas de locação para eventos e exploração de áreas comerciais, e 15% das receitas de cadeiras, camarotes e naming rights, fatias que crescem por faixas de cinco anos.
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