O Palmeiras encaminhou a venda do atacante Allan ao Manchester City por 40 milhões de euros, o equivalente a R$ 240 milhões, sendo 37,5 milhões fixos e 2,5 milhões em bônus. O acerto ocorreu na segunda-feira e ainda depende de trâmites burocráticos para ser formalizado. O clube alviverde tem direito a 90% do valor.
O negócio expõe uma valorização expressiva. Antes do Mundial de Clubes do ano passado, o Palmeiras, que já detinha 70% dos direitos econômicos, comprou mais 20% do Figueirense por R$ 1,6 milhão, o que avaliava o jogador em R$ 8 milhões. Na venda ao City, esses mesmos 20% correspondem a R$ 48 milhões — lucro de R$ 46,4 milhões apenas nessa operação, e alta de 2.900%.
A trajetória contrasta com casos como os de Endrick e Estêvão, promovidos ainda aos 16 anos. Allan passou por todas as etapas da base: começou no futsal em Florianópolis, chegou ao Figueirense aos 14 anos e foi observado pelo Palmeiras em um torneio em Minas Gerais, mudando-se para São Paulo em 2019. Em 2024, com a camisa 10 do sub-20, marcou 17 gols, mas chegou a ser cogitado para empréstimo diante do futuro indefinido.
A subida ao profissional veio no início de 2025, decidida pela comissão técnica de Abel Ferreira. Depois de nove jogos saindo do banco, teve na goleada por 4 a 0 sobre a LDU, na semifinal da Libertadores, sua atuação de maior destaque, com assistência e o drible que gerou o pênalti convertido por Veiga.
Em 2026, Allan se firmou como titular, atuando primeiro pela ponta direita e, no segundo semestre, como ala na nova formação de Abel. No total pelo profissional, soma nove gols e 12 assistências. O técnico português destacou a capacidade do jogador de atacar e defender pelo corredor inteiro como o diferencial que atraiu os clubes europeus.
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